quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012 promete!

Cada dia que passa os dias estão maiores...
E quando a hora chegar este jovem vai-se tornar uma lenda das ondas...


... ou não!!!


Mais um exclusivo Grandson Brothers Dream Weaver Productions
Summer 2012

numa praia perto de si!



Carta de Natal a ti que chegaste agora…











Miúda,

hoje o propósito é o Natal e não nenhuma coisa brutal que tenhas dito.
No teu primeiro Natal, em 2005, escrevi-te uma carta... a pensar que a ideia do blog tinha originalidade e afinal...

Foi um texto publicado no suplemento de Natal do jornal Correio do Vouga. Tem data de 21 de Dezembro de 2005. Tinhas oito meses... nem eras interessante ainda!!! :)

Estava numa fase de força, de bastante trabalho... mesmo. Era uma altura nada parecida com esta, mais descontraída e divertida de sensação de dever cumprido agora vamos a outras prioridades mais pessoais... ;)

Era uma altura em que tinha visto coisas um bocado duras. Tinha ido a Angola pela primeira vez no ano anterior. Tinha estado na Amazónia meses atrás... quando tinhas tu dois meses. Ganhava nessa altura alguma consciência política global. Começava a verificar e a perceber certos mecanismos de injustiça social no mundo. Andava também a tentar convencer quem tinha de ser convencido para, eu e mais uns quantos criarmos uma ONG que pudesse lutar contra essas coisas e confesso que na altura não percebia patavina disso de ong's e estatutos e certidões e bla bla bla....

Lutar, não é bem literal. Não é para andares para aí a lutar! Contra também não, porque acabámos por ser a favor de muita coisa e essa é a tónica... uma mistura de pirataria pacífica que como não faz parte do core das coisas, inventa caminhos por onde possa prosseguir a cumprir aquilo que tem de ser cumprido.

Vivia também uma fase muito bonita da vida pessoal. Muito intensa de distância, de saudades, de tudo..! Mas sobre isto, anda-me perguntar que eu conto-te....!

Acho que este texto naquilo que ele tem de mais negro explica-se por aí... pela consciência global que andava a ganhar, como se todos os dias o mundo me esfregasse os olhos para ver o que não se via ao olhar desatento. Tive sorte nisso, poder ter visto e testemunhado muita coisa... muitos milagres em teatros de vida miseráveis.

Ao mesmo tempo que vivia o milagre do amor na própria vida, com a primeira sobrinha de meses, com a família, com a potencial futura família... grandes tempos aqueles em que tu chegaste...

Tenho de recortar o artigo e colocá-lo numa moldura para to dar e pendurares em qualquer lado.

Fica-te com o texto e Feliz Natal miúda...



"Querida Maria, escrevo-te hoje, mesmo que não entendas ainda nada disto, pois só chegaste há dias, há oito meses! Este vai ser o teu primeiro Natal connosco, e sei que no olhar atento que dás a tudo o que te é novo, que é tudo, lanças a pergunta do que é que será e o que significa o mundo.
Há coisas Maria, que não se compreendem. Ando cá há alguns anos e muito do que vejo ainda não compreendo, mas sabes, o tempo que aí vem ensina-me que não temos de compreender tudo, às vezes temos só é de acreditar.

Vais ver neste lugar chamado mundo pessoas a discutir, pessoas a passar por cima de outras pessoas para ganharem mais dinheiro, ou se iludirem pensando que têm poder, apesar de não terem poder nenhum. Vais ver pessoas que abusam de outras, com autoridade assumida mas não dada, para se convencerem a si próprias de que são importantes, mas são é impotentes. Vais ver pessoas que arranjam desculpas para fazer guerras porque querem a paz, mas no fundo o que querem é petróleo ou coisas assim parecidas para poderem passear de carro e ter muitos brinquedos lá em casa. Vais ver pessoas que se matam, e consigo matam mais pessoas que não sabiam que iam morrer, só que apanharam o mesmo avião ou o mesmo comboio que os que levavam aquelas coisas que explodiam e fazem barulho, magoando muita gente.
Sabes, não compreendemos, mas essa gente diz que faz isso em nome de Deus. Usam Deus para justificar conforto financeiro. E depois, nós que estamos de fora começamos a julgar e a torcer por uns ou por outros como se de futebol se tratasse, Benfica ou Porto, Cristãos, Judeus ou Muçulmanos.

De facto há coisas que sei que nesses olhos grandes, tu procuras compreender. Ainda nem caminhas, nem coordenas bem os movimentos da tua cabeça, mas sei que já procuras… há coisas que não compreendes, nem eu, nem ninguém.
Mas há uma coisa que é mesmo inacreditável e incompreensível se pensares só com a nossa natureza humana. Sei que com oito mesinhos apenas, ainda tens muito de Deus em ti, pois saíste de perto Dele há pouquinho tempo, mas há uma coisa que não se compreende só com os olhos, pequena Maria, e que se sobrepõe a todas as perguntas e dúvidas que te contei acima. 


É uma coisa impressionante! Um menino, pequeno e frágil como tu, um dia nasceu de uma rapariga com o mesmo nome que tu. Não nasceu numa maternidade, nasceu num curral. Dizem que ele nem chorou quando nasceu, mas eu julgo que chorou.
Julgo que sim, que também fez birras como tu, que chorava quando queria colo como tu, que sorria quando lhe faziam a vontadinha e iam passear com ele, que tinha os olhos tão abertos como tu tens os teus, a ver se percebia o mundo que ele ia mudar. Acho que acordava de noite como tu, acho que preferia fruta doce à sopa como tu, e acho que também levantava a cabeça como tu fazes a procura não sei de quê, mas tu deves saber o que seria.

O incrível é que ele, tão pequenino e frágil, tão pobre e pequeno, tinha tudo para ser poderoso, mas não quis assim. Escolheu nascer assim como tu. A única arma que ele utilizou foi o Amor, que espalhava à volta Dele, que contagiava com o sorriso dele, desde pequeno até ser crescido. Ele quando abria a boca para falar, irradiava Amor, irradiava esperança, irradiava calor, tal como tu quando começas a palrar. Era um menino pequeno e fez isso tudo. Um dia, uns senhores fizeram-lhe mal, mas ele mesmo assim, ressuscitou e venceu o nosso maior medo – o fim de tudo.

Isto é que é mesmo incompreensível! Um miúdo como tu, pequeno e frágil, humilde e pobre... Venceu e libertou-nos dos nossos limites humanos! Ele que começou tão lá em baixo, num berço de palha e chegou até lá tão em cima, até ao lugar de onde tu desceste há dias e vieste ter connosco, para partilhares esta aventura chamada vida!

Sê bem-vinda à Terra Maria. Aproveita a viagem e feliz primeiro Natal!






(Correio do Vouga, Dezembro de 2005 – edição especial de Natal)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bom Nataaaaaaaaaaaalllll!






Soundtrack credits:

Jingle Bells - Little Mary & Friends
Jingle Bells - Pearl Jam
Jingle Bells - Point of Grace
Good People - Jack Johnson

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sobre rigor






 Um dia estávamos a falar não sei de quê... talvez de programas educativos para as próximas férias ou assim que despontasse o bom tempo porque se te levasse para a água com este frio acho que nos mudavam as fechaduras antes de conseguirmos estar de volta.


- Padrinho, o fato que tu me deste acaba antes do próximo Verão porque é um fato para seis anos.

- Hã?!..... #%&*...... Huummmmmmmmmm....     Não faz mal, fica para o teu irmão.

- Mas o fato é cor de rosa, não dá para ele...

- E se o fato ainda te servir quando tiveres sete anos?!

- O fato é de seis anos. - e foi à vida dela.


Foi aqui, neste preciso momento em que desisti e me mentalizei que provavelmente entraria em despesas convosco se vos quisesse viciar no modo de vida... ou então mudaria mesmo o rótulo. Emendava o 6 por um 7... devia resolver o problema... raio da miúda tem lábia a mais...



Quando leres isto, já deverão ser conhecidos os resultados desse processo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

sobre a importância da educação





Numa altura em que os nossos políticos parecem baixar os braços e aconselhar os professores a emigrarem em vez de, por exemplo, serem empreendedores noutra área qualquer até conseguirem colocação ou pelo menos propôr a emigração para serem embaixadores da Língua, de nos ensinar por lá por fora... colocar a tónica em "eu não consigo revitalizar isto, portanto o melhor é irem para qualquer lado"...
Como andamos atrás da Inglaterra mais ou menos 20 anos... e como ser professor é hoje sobretudo um trabalho administrativo, em que de vez em quando se faz um intervalo onde se dão aulas... mais uns anos o pessoal chateia-se ainda mais e manda tudo à fava e haverá, como na Inglaterra, falta de docentes...

Bom.. numa altura em que o investimento importantíssimo da Educação não vê bom futuro, a Maria não tira o seu foco da essência das soluções para a nossa sociedade.

Há dias perguntou-me porque não se lembrava de ter nascido. Ainda não tinha dado a resposta, até porque nem saberia dar resposta a uma pergunta tão óbvia e tão profunda, já ela com outro assunto se respondia a si mesma.

Era uma noite Domingueira, de lareira. O irmão mais novo de dois anos e pico descobriu há pouco tempo o prazer da velocidade, e se não tem skurf, caça com as pernas... corre.

Há sítios onde é mais arriscado que um corta mato num campo minado. E, na sala, a lareira da sala tem aqueles vidros fatelas. Chamam-lhe recuperador de calor e faz um barulho, leve é certo... mas não deixa que se oiçam as carrascas a estalar nem a lenha a crepitar. Com vidro fatela ou com a beleza da lareira normal... o perigo seria o mesmo.

O vidro é quente, perigoso para um miúdo de dois anos que segundo a Maria, "não compreende nada da vida" e pode-se magoar ali.

Claro que haveria que arranjar um modo de proteger o puto de escorregar ali perto e nalgum despiste mais espalhafatoso se mandar no vidro quente da lareira.

Para a Maria essa medida seria apenas necessária este Inverno porque para o ano o puto já vai para a Pré-Primária e já entenderá as coisas.

A Educação é um valor alto. permite-nos compreender coisas e saber da vida. É preciso valorizá-la!


... portanto Maria, o pessoal não se lembra do dia em que nasceu, porque nessa altura não andava na escola, por isso... não compreendia nada da vida!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

sobre levar para a frente aquilo em que acreditamos, mesmo que custe


Hoje chegaste meio séria de mais para a tua idade. Vinhas para o almoço, essa sessão de castigo sempre que a comida não mete batatas fritas. Vinhas tristonha. Não é, de facto, o teu registo habitual.

Às vezes ficas tão vidrada nos bonecos foleiros que agora fazem e que a miudagem da tua idade gosta (talvez quando tiveres a minha idade vás achar o mesmo dos desenhos animados foleiros que então os teus sobrinhos ou filhos gostarão). Mas hoje, a vidraria era diferente.

Ao que foste contando, com a ajuda do teu avô e avó, meio a fingir-te desinteressada e esquecida, foi que de manhã na escola, duas ou três miúdas tuas colegas estavam a gozar com uma miúda, outra das tuas colegas.

E tu defendeste a miúda que estava a ser gozada por qualquer coisa meio parva e insignificante. As outras duas ou três miúdas tuas colegas disseram então que já não iam ser mais tuas amigas por causa de defenderes a outra.

Estavas tristonha por isso, porque pensavas que tinhas perdido umas amigas.

Bem Maria... o teu avô, avó e eu dissémos-te duas ou três larachas para te animares, mas a resposta correcta tu não a entenderias hoje e por isso estes textos vão servir perfeitamente para tu leres um dia e te lembrares de quem és.


Ontem perguntaste-me porque não te lembravas do dia em que tinhas nascido e eu não te soube responder. Estas coisas também não te vais lembrar, mas sempre que for preciso recordares-te de quem tu és mesmo... daqui a uns anos... vais ter isto para te leres.

A garotada às vezes é muito cruel entre si. Até os adultos o são, por que raio achas que a canalha não o é também?! Por isso, relativiza. Elas não vão deixar de ser tuas amigas e se deixarem, temos pena... avança.

O bom vai-se sobrepôr a estas coisitas pequenas. Conflitos sempre haverão e isso é sinal de que há relação. "Onde há relação, há ralação".

O mais importante mesmo é tu seguires aquilo em que acreditas. Teres valores fortes que te guiem na vida e que te mostrem o que fazer em cada situação. Às vezes, vai ser complicado, não vai dar jeito não seguires na moda, não seguires a maioria. Vai ser duro colocares-te do lado dos mais frágeis (ou do lado do que entendes ser justo e que nem sempre é necessariamente estar ao lado dos mais frágeis) porque dos mais fortes seria sempre, ou pelo menos a maioria das vezes, mais confortável. E, com os mais frágeis, apanhas sempre a pancada por te meteres no meio.

Hás-de levar pancada por isso portanto, e por vezes, a coisa vai torcer mais dura ainda porque nem sempre é fácil discernirmos e decidirmos o que temos de fazer, o que temos de seguir, de que lado devemos estar.

É uma merda isso, mas também é o que torna a vida um magnífico conjunto de realizações. Mantém-te firme e mesmo que algum dia não vejas para onde caraças estás a ir, segue com cuidado ou pára até perceberes mesmo o caminho certo.

Parar não é mal nenhum. Dá até para intervalarmos do caminho e curtir um pouco a vista.

Perder também é uma merda. Geralmente perder é uma qualquer forma de rejeição, de sermos rejeitados por alguma coisa, por alguém, por um teste, por um namorado ou namorada, pelos pais que disseram não, pelos amigos ou colegas. Como te disse é uma bela porcaria sermos rejeitados, mas não é mal nenhum. Rejeitarmos os outros também é muito maus. Não é só o contrário, ok?!... Portanto respeita as pessoas sejam qual for o lado em que estiveres e pensa nelas sempre com toda a tua sensibilidade. Essa sensação de perda, ninguém gosta dela a não ser os falhados que andam sempre a queixar-se... é uma maneira de pedirem atenção acho eu.

Do mesmo modo, nunca escolhas a mediania porque ela não te rejeita. O assim assim é para os betos. Porra... és minha sobrinha. É para tentares o topo, porque é lá que mereces estar e é lá o teu lugar.. o topo do Amor, o topo da Felicidade, o topo do riso, o topo da Paz, o topo da realização, o topo de sentir a cada inspiração o beijo dos limites. Se caíres, levantas-e, mas vais lá chegar pá. Quando formos surfar e te meteres em pé a deslizar onda fora vais perceber isto.

Perder, tal como sentir medo... faz parte da vida. Faz-te saber que estás viva. Não tem problema isso, desde que não te paralise.

Acredita... a longo prazo vais olhar para trás e ver com paz a vida que viveste e que vives. Claro que vais errar, te vais magoar e essas cenas... faz parte. Aprendes com isso.

Ontem vieste mostrar-me o fato de surf que te dei há dois anos, porque andas ansiosa (juro que não ando a fazer nada que influencie isso!!!!)... garanto-te que até fazeres uma onda em condições vais cair bué de vezes (confesso que fico um bocado escandalizado por já usares este termo, mas enfim.. está no dicionário. adiante).


Tive um puto de um orgulho em ti hoje pá que nem imaginas... Raiça da garota vê-se que és minha sobrinha...!

Acredita... e depois disso, de acreditares, leva tudo à frente! Nunca te contentes com o mais ou menos, nunca te acomodes a coisas que aches que não estão bem e que vejas e que nem seja contigo.

pode não ser contigo, mas é com alguém e tu és a guardiã do teu irmão. És a guardiã da tua irmã. Não falo do mano que achas que não compreende nada da vida porque ainda não anda na pré (isso será outro texto)... falo de todos, principalmente daqueles que mais precisarem de protecção. Provavelmente, da tua, porque estarás atenta a isso.


Não te ajustes ao que a maioria quer só porque sim. Se concordares, fixe. Se não concordares, não vás contra a tua consciência.

Se viveres assim, não é a maioria que vai marcar ou definir o teu caminho. És tu que vais marcar e definir caminhos. 

Mostra-lhes o caminho da liberdade e eles seguir-te-ão. E muito melhor do que te seguirem, é caminharem ao teu lado. Sempre foi isso que o meu irmão emprestado, outro que não o teu pai, me dizia sempre.

Faz isso, ok?... é o que basta para te safares.
Aposto que as tuas amigas que iam deixar de ser tuas amigas, não só vão continuar a ser tuas amigas, como vão ser amigas da miúda que estavam a gozar... e isso tudo, por causa de ti. Porque fizeste o que a tua cabeça e o teu coração te disseram para fazer. Levaste para a frente aquilo em que acreditavas e mesmo que custe... que se lixe! É aquilo que tu és...

Agora vai lá brincar e desampara-me a loja.




imagens de: © corbis images




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

sobre perseverança





- Padrinho o que é que é isso que estás a meter na prancha?
- É cera.
- Para que é que serve a cera na prancha?
- Para não escorregar.
- E porque é que tu escorregas?
- Porque quando nos pomos de pé, como tem água, caímos se não tiver cera.
- E onde estás a meter a cera é onde metes os pés?
- Yep..
- Então e se quiseres meter os pés noutros sítios? Não metes lá cera porquê?
- Se ponho os pés noutros sítios, caio.
- Porque não tem cera?
- Não, porque caio...
- Mas então?! 'tás sempre a cair é??!!!... Olha... continua a treinar, nunca desistas...



.... I get no respect.





sobre armazenagem e gestão de stocks



- Maria, o que é que gostavas de receber no aniversário?

- Uma bárbie!!!

- Mas já tens muitas bárbies. Para que é mais uma?

- Quatro, achas muitas?! (tom inflamado)

sobre parentesco e respostas completas




- Eu sou o Manel e o Pedro é meu primo. E o irmão do Pedro também é meu primo. Eu também sou primo do Pedro e do irmão dele.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

sobre alimentação adequada





Chega da escola para almoçar, e a novidade que traz é a roda dos alimentos...


O meu Pai, sabendo que a míuda adora batatas fritas, diz-lhe - "Ora bem... parece que não estão as batatas fritas na roda dos alimentos. Porque será?!"

Maria - "Porque não são saudáveeeeeiiiisss" - dito com aquela entoação parva que os miúdos dizem na aulas quando respondem em coro.

Alguns minutos depois, senta-se à mesa de frente para a sopa e com o papel da roda dos alimentos na mão.. olha para ele e diz:

- Bem, parece que a sopa também não está na roda dos alimentos...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sobre política - II

Chego uma noite a casa e a Maria, de vez em quando ficava lá a dormir. Nessa noite assim era.
Fui ter com ela à sala onde estava a ver desenhos animados e depois fui à cozinha para jantar qualquer coisa.

Liguei a televisão e estava a dar um debate qualquer de política.

Ouço depois a Maria a chamar - "Padrinho anda para aqui comigo ver bonecos".

- Espera aí um bocadinho Maria que estou aqui a ver os políticos.

- Mas... Padrinho, bonecos ou políticos são a mesma coisa...

Desliguei a televisão e fui ter com ela.

sobre pontualidade e betice

Antes de ir para a escola, estava a stressar com as horas porque o irmão ainda se estava a vestir.
Para acalmar a situação, lá lhe disse que era só um bocadinho mais ao que me responde que não podia ser, porque assim não ia aprender as coisas que o professor ia ensinar nos primeiros dois minutos.


... Mas esta miúda sai a quem?!

sobre política

- Ó Avô, tu gostas do meu Pai?

- Claro que gosto Maria, então ele é meu filho...

- Mas é que ele é político e tu dizes que não gostas de políticos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

sobre coleccionismo



Anda a fazer colecção de feijões, porque têm muitas cores diferentes.

sobre finanças públicas



- Maria, o que é que achas deste Orçamento de Estado?

- Hummmm... não sei... e acho que ninguém sabe!




sobre o outro em primeiro

[Julho de 2011]

Aproveitando uma folguinha de fim de tarde, entre três praias dadas à escolha, a Maria escolheu e disse-me 'Vagueira porque tu não conheces e vou-te mostrar'.

Não foi a inocência de eu não conhecer a Vagueira que me surpreendeu, foi o pensamento.

Para a maioria das pessoas o centro do mundo são elas próprias e o que elas precisam e querem. Para esta miúda, o centro do mundo são os outros e o que é melhor para eles... Queria que eu conhecesse a Vagueira.

É raro isto.


Acabámos por ficar na Costa... Os trampolins junto ao Contiqui falaram mais alto! E os gelados eram iguais!

Mostra-me a Vagueira noutro dia.. :)

sábado, 3 de dezembro de 2011

sobre a vida...



Hey, little girl
You might not know this song
This is not the kind of song
That you can sing along to
But hey, little girl
Maybe some day
At least that's what all
The good people will say

Hey, little girl
Look what you've done
You've gone and stole my heart
And made it your own
You've stole my heart
And made it your own
Hey, little girl
Black and white and right and wrong
Only live inside a song
I will sing to you

You don't ever have to feel lonely
You will never lose any tears
You don't have to feel any sadness
When you look back on the years

How can I look you in the eyes,
And tell you such big lies?
The best I can do is try to show you
How to love with no fear
My little girl
You've stole my heart
And made it your own